Em debate Siqueira afirma que “desenvolvimento capitalista é insustentável"


Carlos Siqueira foi responsável por conduzir o encontro e mediar o debate ocorrido nesta segunda (19) - (Imagem: Carlos Pradera/Reprodução)

Por PSB Nacional

Socialismo Criativo e o partido que queremos construir” foi o tema do debate que reuniu em transmissão ao vivo, nesta segunda-feira (19), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o presidente do Instituto Pensar e coordenador do site Socialismo Criativo, Domingos Leonelli, e o professor José Luiz Borges Horta, doutor em Filosofia do Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Com a participação de pessoas de todas as regiões do país, a live deu início à série de debates que ocorrerão a cada 15 dias com diferentes temas ligados à Autorreforma do PSB. O tema vem sendo discutido pela militância socialista desde novembro de 2019, quando foi colocado em consulta pública o documento-base para a atualização do manifesto de fundação e do programa do PSB.

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Carlos Siqueira foi responsável por conduzir o encontro e mediar o debate que diferenciou a criatividade capitalista, focada no mercado e no lucro, da criatividade socialista, que visa a ampliação dos espaços de liberdade e o atendimento das necessidades básicas da população.

Ao iniciar o debate, Siqueira relembrou as conquistas progressistas no campo do trabalho.

“Graças à esquerda chegamos a esse patamar em que há a promoção de uma série de direitos, criados pelas forças progressistas. Temos muito a celebrar desde o surgimento profundamente injusto do capitalismo, mas isso não foi conquista dos capitalistas, mas sim das lutas populares de esquerda”, afirmou.

Siqueira também reafirmou que o PSB não é contra a criação de riqueza, mas que os socialistas desejam que esses recursos sejam utilizados de maneira mais justa já que o “desenvolvimento capitalista não é sustentável”.

“Não queremos que essa riqueza, conhecimento e criatividade sejam usados para criar mais injustiças e sim gerem possibilidades para a humanidade. A fase que estamos vivendo do capitalismo não é sustentável, não é possível que outros países tenham o mesmo grau de consumo que os Estados Unidos, assim o planeta explode. Temos que ter um desenvolvimento diferenciado, um conjunto de direitos que sejam essenciais e indispensáveis”, explicou.


Criatividade

O membro da Executiva Nacional do PSB e presidente do Instituto Pensar, Domingos Leonelli, explicou que o conceito de socialismo criativo surgiu da necessidade de incorporar ao socialismo democrático a “ideia-força”, o elemento fundamental da modernidade do século 21: a criatividade. Por meio dela, afirmou o socialista, os valores econômicos deixaram de ser os investimentos fixos e passaram a ser gerados pelos intangíveis como as ideias, os softwares e a tecnologia.

Além disso, a criatividade foi fundamental para o processo de crescimento humano, social, econômico, político, cultural, transformando o mundo, a humanidade e a realidade, destacou Leonelli.

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Por isso, ele defende que o PSB, por meio do seu processo de Autorreforma, seja capaz de formular uma tese política que se transforme numa teoria de desenvolvimento econômico e social, correspondendo a uma nova visão do socialismo no século 21.

“Acho que tivemos uma grande conquista com essa definição de socialismo criativo. Temos a possibilidade efetiva de criar e fazer com que nosso partido seja o instrumento desta modernidade econômica, fazendo com que a economia criativa não seja apenas mais um ramo da atividade, mas seja um eixo de desenvolvimento central do nosso projeto nacional de desenvolvimento”, declarou.

Quarta Revolução Industrial

O professor da UFMG, José Luiz Horta, reconheceu a importância da iniciativa inovadora do PSB de propor, com sua Autorreforma, o socialismo criativo como um novo eixo para um projeto nacional de desenvolvimento.

Segundo ele, desde a década de 1960 o mundo vive um processo de esgotamento da capacidade de pensar e de produzir transformações.

“Estamos na quarta Revolução Industrial, que é a da digitalização, que transformou o capital em cultural. Hoje, não interessa a propriedade da terra, mas sim a propriedade da ideia, é a patente, é a capacidade humana de pensar. Isso que dá fôlego ao capitalismo de hoje. É isso que pode dar fôlego ao socialismo”, disse.

Assista a íntegra do debate:





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