Com Metrô-DF em greve, estações amanhecem lotadas em meio à pandemia


Após assembleia realizada no último domingo (18), Metrô-DF inicia greve - (Imagem: Reprodução)

Após assembleia realizada na noite deste domingo (18), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (SindMetrô) decidiu entrar em greve por tempo indeterminado. Na prática, a medida reduz em dez o número de trens circulando na capital nos horários de pico.


Leia também: PSB discute Autorreforma em evento virtual, nesta segunda (19)


A diminuição, como esperado, causou muita aglomeração nas estações de metrô ao longo da manhã de hoje, o que pode agravar ainda mais a situação do brasiliense neste momento crítico da pandemia da covid-19. Micheli Sousa, moradora do Guará, utiliza o transporte todos os dias para ir ao trabalho e teme pela vida da mãe que mora com ela e, além de ser idosa, possui comorbidades.


"Eu pego metrô porque tenho que trabalhar, mas já não gostava pelo eprigo de pegar covid e passar para minha mãe. Agora, com essa demora e o tanto de gente que tá entrando em cada vagão, o risco é muito maior. Não sei como o governo deixa as coisas chegarem a esse ponto. É muito descaso", se indignou ela.

Em Ceilândia, onde se dá um dos maiores fluxos diários de passageiros, a situação está crítica. Tamara Pereira, moradora da cidade que se desloca todos os dias para trabalhar em Águas Claras, desistiu de entrar no vagão ao ver a quantidade de pessoas que forçavam a entrada após longa espera.


"Eu que não vou arriscar me machucar ou, pior, me contaminar com coronavírus nesse tanto de gente. Prefiro pegar dois ônibus e andar 10 minutos, mas chegar viva e sem doença. Quando a gente precisa que o governo aumente as linhas, acontece uma coisa dessas, ele faz é diminuir", lamentou.


Negociação


A greve foi definida na assembleia de ontem após várias tentativas de negociação da categoria com a direção da empresa pública. Na última quinta-feira (15), o sindicato informou que daria "mais uma chance" para que o gestores enviassem proposta de negociação e adiaram o início da possível greve, que começaria na sexta-feira (16), para esta segunda.


Segundo nota enviada pelo SindMetrô-DF, o principal motivo da paralisação é o corte de benefícios, como auxílio alimentação.


“Nosso benefício é de R$ 1,2 mil, e o Metrô cortou. Não quiseram negociar nem diante do TRT. Além disso, querem cortar nosso plano de saúde e nossa previdência. São benefícios conquistados no Acordo Coletivo de Trabalho”, afirmou ao portal Metrópoles a diretora de administração do sindicato, Renata Campos.

Abertura das estações


Em outro ponto polêmico relacionado à greve, circulou nas redes sociais e em diversos posts na página oficial do sindicato, a informação de que o governo atrasou, propositalmente, a abertura das estações nesta segunda, causando mais aglomerações que o necessário.


Segundo o perfil dos metroviários, foi apresentado um cronograma e funcionários já estavam à postos para iniciar as operações desde às 04h50, porém, os trens só foram autorizados a rodar a partir das 6h.






4 visualizações0 comentário