Tadeu Filipelli vira réu em mais um processo de corrupção


Tadeu Filipelli (MDB-DF) e seu correligionário, o governador Ibaneis Rocha, durante evento eleitoral - (Imagem: Reprodução)

O ex-vice-governador de Brasília, Tadeu Filipelli, se tornou réu em mais um processo judicial relacionado à corrupção. O político, que é presidente regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB-DF), faz parte, juntamente com outras cinco pessoas, da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e aceita pelo justiça do DF.


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Três dos envolvidos irão responder por corrupção passiva e lavagem de dinheiro: Filipelli; o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e; Afrânio Roberto de Souza Filho, apontado como suposto operador financeiro de Cunha. Altair Alves Pinto e Sidney Roberto Szabo, foram denunciados por lavagem de dinheiro. Além deles, o fundador da empresa Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino, é acusado de corrupção ativa.


Operação Antonov


O processo é decorrente das investigações realizadas desde fevereiro deste ano pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPDFT. A chamada Operação Antonov, encontrou indícios de que a Gol e a sua concorrente, Latam, estavam envolvidas em um suposto esquema de propina para reduzir o imposto sobre combustíveis utilizados na aviação.


De acordo com informações do site Metrópoles, Constantino teria dito, em delação premiada fechada com a Gaeco, que repassou valores à Filipelli e Cunha entre 2012 e 2014, período em que o primeiro ainda estava na vice-governadoria do DF e Cunha exercia mandato no Congresso.


Desde 2018


O trabalho do Gaeco começou após o Ministério Público Federal (MPF) compartilhar com o MPDF trechos da delação premiada de outro operador financeiro, Lúcio Bolonha Funaro, realizada em 2018. Nos anexos entregues ao órgão do DF, Filipelli é citado em dois esquemas. No primeiro, o político, supostamente, teria garantido que apenas a empresa de ônibus de Constantino, a Piracicabana, participaria de uma concorrência pública realizada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Ainda segundo informações do Metrópoles, o então vice-governador teria agido para que as investigações relacionadas a esta acusação não tivessem andamento, tendo ele interferido em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que se instaurou na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).


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A segunda acusação é a que diz respeito às supostas manobras que foram feitas por Filipelli e Cunha para reduzir os impostos da gasolina de aviação e desonerar a folha nos setores de transporte aéreo e rodoviário, ações que também beneficiaram Constantino. Como resultado do suposto acordo, em 18 de abril de 2013, a alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) caiu de 25% para 12% no DF. Já a desoneração da folha, foi realizada no âmbito do Governo Federal, por meio da Medida Provisória n° 563/2012.






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