Tabata Amaral aciona TCU contra apagão de dados no Ministério da Saúde

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando providências em relação ao ataque hacker ocorrido nos sistemas do Ministério da Saúde e o apagão de dados que se arrasta há um mês.

No documento, a deputada solicita que o tribunal de contas “adote providências com o objetivo de avaliar os motivos que levaram ao ataque hacker sofrido pelos sistemas do Ministério da Saúde, bem como os procedimentos adotados por aquele órgão para o restabelecimento da disponibilidade dos dados epidemiológicos”.

O pedido também é assinado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o deputado Felipe Rigoni (PSL-ES) e pelo secretário de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha.

No dia 10 de dezembro, o Ministério da Saúde sofreu um ataque cibernético que comprometeu alguns sistemas, como o e-SUS Notifica, o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), o ConecteSUS e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital, que ficaram temporariamente indisponíveis.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal (PF) foram acionados pelo ministério para apoio nas investigações. A PF abriu inquérito e informou que os dados do site não foram criptografados após o ataque, mas confirmou o comprometimento dos sistemas.

Os parlamentares afirmam no documento que a falta de informações tem prejudicado a elaboração de estratégia de combate à disseminação da variante ômicron pelo país.

“A indisponibilidade de dados e informações de epidemiologia, que são a base para a execução de todas as políticas de saúde, por longo período de tempo e justamente quando a variante Ômicron estava crescendo exponencialmente na Europa, demonstra que a governança de TI do órgão merece atenção imediata”, afirmam.

Eles destacam, no pedido, que “mais de um mês depois da ocorrência do problema, a instabilidade dos sistemas e a desatualização dos dados comprometem a adoção da melhor estratégia de combate à pandemia da Covid-19”.

Segundo o Ministério da Saúde, na primeira semana de janeiro foram restabelecidas as plataformas e-SUS Notifica, SI-PNI e ConecteSUS, possibilitando a inclusão de dados por estados e munícipios. Em relação aos registros de casos e de mortes pela Covid-19 no país no período de instabilidade dos sistemas, o ministério informou que os dados lançados após o dia 10 de dezembro ainda não constam nas plataformas.

Para epidemiologistas, a baixa testagem e as oscilações recorrentes nos sistemas da pasta podem esconder uma subnotificação dos índices da Covid-19 no Brasil.

Com informações da CNN Brasil.

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