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“Socialismo é o enfrentamento das desigualdades”, diz Rodrigo Dias


Imagem: Socialismo Criativo

Entrevista do presidente recém-reeleito do PSB-DF, Rodrigo Dias, ao jornalista Janary Damacena, para o portal Socialismo Criativo.


Com influências de Pepe Mujica e atento aos indícios do fim das democracias, o socialista recém eleito presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias, defende o fim das desigualdades


Há poucos dias, o PSB realizou congressos estaduais no Distrito Federal quando Rodrigo Dias foi eleito presidente do PSB-DF. O socialista atualmente também é secretário-geral da Juventude Socialista Brasileira (JSB). O jovem é cientista político, com MBA em relações governamentais e é mestrando em direitos humanos. Durante a gestão do ex-governador socialista Rodrigo Rollemberg, atuou como subsecretário de Direitos Humanos, e presidia interinamente o diretório no DF.


Nesta semana, o site Socialismo Criativo gravou entrevista exclusiva com o recém-eleito, que comentou a expectativa deste novo mandato para que o partido fique ainda mais forte e presente na realidade do dia a dia da população. No campo da política legislativa na capital, Dias acredita ser possível eleger uma bancada expressiva de deputados distritais e até mesmo retomar o governo do DF em 2022.


Quando questionado sobre o que o socialismo representa em sua vida, Rodrigo Dias disse que “é você olhar para as grandes assimetrias das cidades e suas desigualdades sociais e acreditar que isso não é justo! Então você passa a buscar escolhas que trazem mais oportunidades para igualdade entre as pessoas e não apenas para uma parcela pequena da população”, explicou.















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Como as democracias morrem


Rodrigo Dias indica a obra de dois bem conceituados professores de Harvard (EUA), Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, que alertam sobre a democracia atualmente não terminar com uma ruptura violenta nos moldes de uma revolução ou de um golpe militar; agora, a escalada do autoritarismo se dá com o enfraquecimento lento e constante de instituições críticas – como o judiciário e a imprensa.


A noite de 12 anos


Quando indagado sobre uma sugestão de filme, Rodrigo falou, logo de cara, que “A noite de 12 anos” era a primeira coisa que vinha em mente. O filme conta parte da história de vida do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica que, entre 1973 e 1985, lutou para sobreviver a 12 anos de prisão e tortura junto com outros prisioneiros políticos que lutavam contra a ditadura militar no Uruguai.

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