Referências à ditadura na campanha de Bolsonaro tenta atrair extremistas

Todas as 40 inserções do PL que serão veiculadas em rádio e TV terão Jair Bolsonaro como garoto propaganda. E o slogan usado no remate tem inspiração na ditadura militar: “sem pandemia, sem corrupção e com Deus no coração, ninguém segura esse novo Brasil”, de acordo com o Painel, da Folha.


Além da referência, o slogan é repleto de fake news, afinal o Brasil tem mais de 666 mil pessoas mortas em decorrência da pandemia da covid-19 e o governo Bolsonaro está afundado em escândalos de corrupção nos mais diversos setores.


O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, porém, ressalta que “a inspiração é descaradamente uma reedição da propaganda da ditadura com aquele ‘um país que vai pra frente’ e o ‘ninguém segura a juventude do Brasil’”, disse de acordo com o Brasil 247.


Com a referência à ditadura, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos coordenadores da campanha do pai, espera alavancar a candidatura estagnada de Bolsonaro apelando ao público extremista.


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Símbolos e acenos para grupos radicais fazem parte da estratégia bolsonarista.

Política armamentista e neonazistas brasileiros sob a benção de Bolsonaro


O crescimento de grupos neonazistas no Brasil sob o governo de Bolsonaro tem chamado a atenção fora do Brasil. As ligações de brasileiros com organizações paramilitares da Ucrânia reforçam os perigos de que esses extremistas tentem começar guerras raciais por aqui.

Aliado a isso, Bolsonaro trabalha para armar a população – mais especificamente, seus aliados – em inúmeras intimidações que faz aos seus oponentes, que na lógica dele inclui os demais poderes da República.

Não é de hoje que Bolsonaro flerta com ideologias fascistas e nazistas. O discurso nacionalista, o ódio à esquerda e o apelo à violência guardam certas semelhanças com o governo mussoliniano, por exemplo, além das diversas denúncias de ligações do presidente com grupos neonazistas.

A sombra nazista no Palácio do Planalto

Em fevereiro, Bolsonaro se manifestou sobre a defesa de um partido nazista no Brasil, levantada pelo podcaster Monark – que está sendo investigado por possível crime de apologia ao nazismo.


Acontece que apesar de se dizer contrário às declarações de Monark, o histórico do presidente da República, assim como suas ações e o perfil de seus apoiadores mais ferrenhos mostram indícios de um governo pautado nos mesmos princípios adotados por regimes fascistas.


Bolsonaro aproveitou a polêmica envolvendo o apresentador para fazer uma falsa equivalência e defender a criminalização do comunismo.


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“É de nosso desejo, inclusive, que outras organizações que promovem ideologias que pregam o antissemitismo, a divisão de pessoas em raças ou classes, e que também dizimaram milhões de inocentes ao redor do mundo, como o Comunismo, sejam alcançadas e combatidas por nossas leis”, afirmou Bolsonaro no Twitter.

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