Raúl Castro deixa liderança do Partido Comunista Cubano


O ex-presidente cubano, Raúl Castro, nao é mais líder do partido que comanda a ilha - (Imagem: Reprodução)

Raúl Castro, ex-presidente cubano e irmão mais novo de Fídel Castro, anunciou nesta sexta-feira (16) que não seguirá no cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba. É a primeira vez em 60 anos que este cargo não é ocupado por um Castro.


"Concluo minha missão como primeiro-secretário do Comitê Central do partido com a satisfação de tê-la cumprido e a confiança no futuro da pátria, além da refletida convicção de não aceitar convites para permanecer em órgãos superiores da organização partidária, na qual continuarei militando", afirmou Raúl Castro.

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O anúncio foi realizado no VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba e a sucessão será definida em eleição a ser realizada no final dos quatro dias da atividade. O nome mais cotado para assumir a liderança do partido que comanda o país desde 1959 é o do atual presidênte cubano Miguel Díaz-Canel, que sucedeu Raúl Castro na presidência da ilha em 2018.


Saída preparada


A saída de Castro da primeira-secretaria da legenda já era esperada. Ainda em 2016, ele promoveu uma grande reforma nas regras do partido, extipulando limite de dois mandatos de cinco anos cada para a liderança. Além disso, o político, que fará 90 anos no próximo mês de junho, também aprovou a idade limite de 60 anos para entrada no Comitê Central comunista. Para cargos de direção, a idade máxima passou a ser 70 anos.


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Com as mudanças, ele deixa o cargo devido a "questão de princípios", conforme afirmou em discurso. Raúl Castro também afirmou que não sofreu nenhum tipo de pressão para sua renúncia.


“Continuarei militando como mais um combatente revolucionário, disposto a dar minha modesta contribuição até o final da vida [...] Acredito fervorosamente na força e no valor do exemplo e na compreensão de meus compatriotas. Enquanto viver estarei com o pé no estribo para defender o socialismo", reforçou.
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