Por que as criptomoedas estão se desvalorizando?

Por Ana Paula Siqueira, Socialismo Criativo


Embora as variações de preços das criptomoedas, as moedas digitais, sejam grandes, m praticamente um ano, pela primeira vez o bitcoin chegou ao seu menor valor, nesta terça-feira (10). Se em novembro atingiu a marca histórica de U$ 69 mil, seu valor não chega a U$ 30 mil, no sexto dia de negócios em baixa, perda de 57% em comparação com seu melhor momento.

A queda também pode ser explicada por acompanhar ações e papéis de empresas de tecnologia.

O que se deve à alta da inflação nos Estados Unidos e, consequentemente, aumento dos juros no país, que chegou ao seu maior patamar em 22 anos com a elevação da taxa básica para intervalo entre 0,75% e 1%, pelo Federal Reserve (FED), o banco central dos EUA.

Como moedas digitais, ações e papéis de empresas de tecnologia são considerados ativos de maior risco, a alta empurra o mercado a investir em ativos mais seguros, como os títulos do tesouro dos EUA.

Criptoativos desabam e perdem U$ 800 bi

Em um mês, o mercado de criptomoedas desabou e perdeu quase U$ 800 bilhões de valor de mercado, segundo o CoinMarketCap.

A situação não deve melhorar.

“O Bitcoin permanece altamente correlacionado a condições econômicas mais amplas, o que sugere que o caminho a seguir pode, infelizmente, ser difícil, pelo menos por enquanto”, avaliou o provedor de dados blockchain Glassnode, de acordo com o g1.

Leia também: Economia criativa: é possível pagar serviços com bitcoins, mas falta adesão dos consumidores

A falta de regulamentação pode ser um dos motivos de tanta variação no valor das bitcoins. Faltam regras claras, referência de valor em outra moeda e, consequentemente, a proteção ao patrimônio, que circula exclusivamente no mundo virtual.

Motivos pelos quais recebe a classificação de alto risco para investimentos.


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