Mudanças no Ensino Médio chegam às escolas

O novo Ensino Médio já está valendo nas escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Um cronograma do MEC estabelece que a implementação será de forma progressiva, começando com o 1º ano. Em 2023, as mudanças vão abranger os alunos dos 1º e 2º anos e a fase final. Em 2024 todas as séries seguirão com o novo modelo de ensino.


João Henrique Bezerra Pereira é aluno no 1º ano do Colégio Marista João Paulo II em Brasília e acha que as mudanças são positivas. “ Espero que ele seja cheio de novidades e transformações que vão nos ajudar a criar nosso próprio projeto de vida, traçar os nossos próprios caminhos e também nos aprofundar nos conteúdos que a gente mais se interessa.”


O secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, explica que as novas diretrizes trazem a possibilidade de ter mais tempo para expor o aluno ao aprendizado. “Na prática, o que avança no novo Ensino Médio é a possibilidade de dentro da estrutura curricular, informativa, ter um espaço para a formação integrada entre a parte propedêutica e a prática técnica”, reforça.


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Carga horária

Era dividida com no mínimo de 800 horas de aula distribuídas em 200 dias letivos. Assim, o aluno passava, no mínimo, 4 horas diárias no ambiente escolar. A nova lei estabelece que a carga vai ser ampliada de forma progressiva até 1.400 horas, o que equivale a 7 horas diárias. Já em 2022, o estudante deve estar na escola todos os dias letivos por 5 horas no mínimo, totalizando mil horas anuais.

Disciplinas

As disciplinas não vão ser mais individuais. Os conteúdos devem ser divididos em áreas de conhecimento, como é feito no Exame Nacional do Ensino Médio. São elas:

  • linguagens e suas tecnologias;

  • matemática e suas tecnologias;

  • ciências da natureza e suas tecnologias;

  • ciências humanas e sociais aplicadas;

Essas categorias vão abranger o Português, Matemática, Geografia, Biologia, Química, História, Sociologia, Filosofia, Arte, Educação Física e Inglês. Nenhuma das disciplinas vão ser excluídas do currículo. Porém, somente a Língua Portuguesa e Matemática serão obrigatórias nos três anos do Ensino Médio.

Itinerários Formativos

É a grande novidade do Ensino Médio. Eles podem ser disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras e o próprio estudante pode escolher a área de conhecimento que deseja aprofundar. Os itinerários formativos podem se aprofundar nos aprendizados de uma área do conhecimento e da formação técnica e profissional.


As escolas da rede particular e pública vão ter autonomia para definir quais e quantos itinerários vão ser ofertados aos alunos. Não existe garantia de vaga aos estudantes para o curso escolhido, dependendo da demanda e da oferta.


Exemplos de alguns itinerários formativos são o ensino de astronomia, processos políticos, artes cênicas ou robótica.

Novo Ensino Médio nos Estados

Em um webnário realizado em dezembro de 2021, Paulo Rabelo, titular da secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, explicou que as novas diretrizes passam a valer em todos os estados. “Acompanhamos os esforços voltados das ações necessárias para garantir que o novo Ensino Médio em 2022 esteja em todas as escolas do país”, ressaltou

O Mato Grosso do Sul foi um dos estados no qual a implantação começou em 2021, com 122 escolas pilotos. Já na Paraíba, as escolas irão ofertar um currículo com a Formação Geral Básica (60%) e a Flexibilização Curricular (40%).


Santa Catarina já havia implementado o Novo Ensino Médio em 120 escolas-piloto do Estado e, a partir de 2022, terá a novidade em todas as 711 escolas de Ensino Médio da rede estadual. O estado foi o primeiro a ter o Currículo Base do Ensino Médio homologado pelo Conselho Estadual de Educação – com um portfólio de 25 componentes curriculares eletivos e 25 trilhas de aprofundamento, e a entregar o Plano de Implementação do Novo Ensino Médio ao Ministério da Educação.


Para mais informações sobre a implementação em cada um dos estados, acesso o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed)


Por Rafaela Soares no Brasil 61

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