Governo anuncia nova bandeira tarifária ainda mais alta e socialistas reagem


(Imagem: Socialismo Criativo)

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) vai dificultar ainda mais a vida da população. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (31) um novo patamar de cobrança nas contas de luz. A ‘bandeira tarifária escassez hídrica’ vai praticamente dobrar o valor pago para cada 100 KW/h consumidos.


Serão R$ 14,20 por 100 KW/h, alta de 49,63% em relação R$ 9,49 pagos atualmente na bandeira vermelha patamar 2, que até esta terça era a tarifa mais alta cobrada dos consumidores. Segundo o governo e a Aneel, a bandeira “escassez hídrica” provocará aumento de 6,78% na tarifa média da conta de luz dos consumidores regulados (atendidos pelas distribuidoras). Os cidadãos que aderem à tarifa social não serão afetados pela nova bandeira.


O líder da Oposição Alessandro Molon (PSB-RJ) afirma que Bolsonaro “leva o país a um ciclo de destruição de direitos e oportunidades”. O líder da Minoria Marcelo Freixo (PSB-RJ) também fez duras críticas. A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) foi irônica para mostrar o retrocesso que o país vive com Bolsonaro. Já o deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) lembrou a frase absurda do ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) destaca como a falta de planejamento deste e dos outros governos prejudica a população.


Aumento na conta vai até abril de 2022

De acordo com o texto divulgado pela agência, a previsão é de que a nova bandeira permaneça em vigor até 30 de abril de 2022. Até agora, o sistema de bandeira era revisto mês a mês.


“Assim, tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a ANEEL implemente o patamar específico da Bandeira Tarifária, intitulado “Escassez Hídrica”, no valor de R$ 14,20 / kWh, com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022”, informou o governo em nota.

Crise hídrica

O motivo do aumento alegado pelo governo é a piora da crise hídrica, que tem exigido medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses que serão os mais críticos do ano.


O sistema de bandeiras tarifárias é uma cobrança adicional que sinaliza e repassa ao consumidor o custo da produção de energia. A bandeira vermelha patamar 2 é a mais cara do sistema.


Nesta terça, o governo também anunciou que dará desconto de R$ 0,50 por kWh economizado nas faturas dos próximos meses para os consumidores que pouparem entre 10% e 20%.


O reajuste anunciado nesta terça é o segundo do ano. No fim de junho, a Aneel reajustou a bandeira tarifária vermelha patamar 2 de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos – alta de 52%. O novo valor começou a valer a partir de julho.

Paulo Guedes diz que ‘não adianta ficar chorando’

Na habitual falta de empatia bolsonarista com a população, especialmente, a mais vulnerável, o ministro da Economia Paulo Guedes novamente terceirizou a culpa e afirmou que os governadores lucram com a crise hídrica.


Em audiência pública realizada na quinta-feira (26) no Senado, Paulo Guedes declarou que “não adianta ficar chorando” quando revelou que a taxa extra de luz deve ter novo reajuste por causa da crise hídrica.


Além disso, o ministro também afirmou que os governadores lucram com a crise e, como de praxe, terceirizou a culpa pela alta na conta de luz.


Com informações do G1

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