Flávio Dino se filiará ao PSB junto com Marcelo Freixo


(Imagem: Divulgação/PSB Bahia)

Por Mariane Del Rei, Socialismo Criativo


O governador do Maranhão, Flávio Dino, se fiiará ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) no próximo dia 22 de junho, terça-feira, junto com o deputado federal Marcelo Freixo (RJ). Dino anunciou a filiação ao PSB pelas redes sociais


Socialistas comemoram a chegada de Dino

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, comemorou a filiação de Dino ao PSB. O socialista ressaltou que é uma “enorme alegria receber no PSB este valoroso companheiro de luta por um Brasil mais próspero e justo e, sobretudo, aliado obstinado na batalha que travamos contra a barbárie”.


O presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias, comemorou a vinda do novo companheiro de partido ainda na tarde desta quinta-feira (17). Além dos cumprimentos à Dino, o cientista polítco falou sobre seu respeito e admiração ao PCdoB, agora ex-partido do governador maranhense.


O líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ) também deu as boas-vindas a Dino ao PSB. “É uma honra ter você conosco na luta por um Brasil mais justo e menos desigual”, escreveu.


O líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral (PSB-PE), deu às boas-vindas a Flávio Dino e frisou o orgulho com a a filiação do governador do Maranhão e do deputado Marcelo Freixo. “Mostram que o partido pode ser o grande fio condutor da construção da unidade da esquerda e da frente popular em defesa da democracia e contra Bolsonaro”.


Saída do PCdoB

Dino anunciou na quinta-feira (17) a saída do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O governador deve se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na próxima terça-feira, dia 22, para concorrer ao Senado em 2022. Dino é cotado também para ser vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva no próximo ano.


O governador é um dos principais articuladores de uma frente ampla para a Presidência na próxima eleição, em torno da candidatura do ex-presidente petista. Dino tornou pública a sua desfiliação do PCdoB através das redes sociais.


O governador ficou 15 anos no partido e foi eleito deputado federal, governador e se reelegeu no cargo filiado à legenda. Dino era um dos principais defensores da fusão do PCdoB ao PSB para driblar a cláusula de barreira. Diante da resistência do comando do partido em se fundir, decidiu migrar para o PSB com vistas a 2022.


Reações à saída de Dino do PCdoB

A presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, afirmou em nota que desfiliação foi uma das “vicissitudes da política” e elogiou o governador.

“O PCdoB, prestes a completar seu centenário, seguirá sua jornada alicerçado em seu valioso coletivo de militantes e no seu elenco de respeitadas lideranças. O partido, empunhando a bandeira da frente ampla em defesa da vida, da democracia e dos direitos, continuará em oposição vigorosa ao governo Bolsonaro e construindo alternativas e saídas para o Brasil.” Luciana Santos

Presidente do PCdoB do Maranhão e aliado de Dino, o deputado federal Marcio Jerry, disse que tentará um novo mandato na Câmara pelo partido. “A saída de Dino não foi uma ruptura com o PCdoB, mas sim um reposicionamento tático”, disse. “Mas vou continuar no partido.”


Dirigente do PCdoB, a ex-deputada Manuela D’Avila seguiu a mesma linha. “Lamento a saída de meu amigo Flávio Dino do PCdoB. Sei que nos encontraremos na luta em defesa de um Brasil justo e desenvolvido. Alguns perguntam e especulam sobre o meu destino: não acredito em saída individual para dilemas coletivos”, afirmou. “Sou dirigente do PCdoB e sei que encontraremos solução para os nossos desafios”, disse.


O presidente do diretório de São Paulo, deputado Orlando Silva, também lamentou a saída de Dino. “Com alegria estive na filiação de Flávio Dino. Orgulhoso, estive ao seu lado em cada construção política. Com emoção vivi momentos sensíveis, pra ele e pra mim. Triste com a saída do PCdoB! Partido Comunista é como um trem, tem um destino. Avante, camaradas!”, disse.


A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) destacou a construção de “uma página de luta e beleza na história centenária do PCdoB” com Dino. “Sua decisão indica a necessidade de atitudes urgentes pela honra do legado, pela luta presente e pelo tributo ao futuro q cabem ao Partido Comunista do Brasil. Seremos sempre camaradas”, afirmou.

Cláusula de barreira

O PCdoB enfrenta desafios para superar a cláusula de barreira, regra que estabelece um percentual de votação e de parlamentares eleitos nos Estados para que os partidos possam ter acesso a recursos do fundo partidário e a tempo de televisão e de rádio na propaganda eleitoral.


Em 2022, o partido terá de alcançar ao menos 2% dos votos válidos para a Câmara em nove Estados, ou eleger 11 deputados em nove Estados.


O partido já se fundiu ao Partido Pátria Livre (PPL) para superar a cláusula de barreira em 2019 e rejeita novas fusões, sobretudo com partidos médios, como o PSB, ou grandes.

O PCdoB completou 100 anos em 2021. Dirigentes já estudaram uma mudança no nome do partido para evitar a rejeição ao “comunismo”, mas recuou. A aposta agora é na aprovação da proposta de federação com outros partidos pelo Congresso, mas o projeto ainda está em debate e tem de ser aprovada até outubro para valer nas próximas eleições.


Com informações do valor Econômico e Revista Fórum

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