Federação: Carlos Siqueira e Gleisi Hoffman se reúnem nesta quinta


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Os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PT, Gleisi Hoffman, se reúnem nesta quinta-feira (20) para debater as eleições deste ano e a formação da federação partidária promete ser o tema principal da conversa.


Carlos Siqueira tem ressaltado que o PT precisa tomar algumas decisões para que a federação consiga ser concretizada. E enfatiza que é necessário “reciprocidade”.


Em entrevista ao Correio Braziliense esta semana, o dirigente socialista afirmou que o PSB está disposto a colaborar com a eleição de Lula.


“A situação exige que o PT escolha qual é a sua prioridade: se é disputar com o seu principal aliado, na esquerda, os governos estaduais, ou se é conquistar a Presidência da República. Nós estamos dispostos a colaborar com a eleição de Lula, mas também queremos que o PT esteja disposto a colaborar com as nossas candidaturas”, ressaltou.


Gleisi Hoffmann afirmou estar otimista com o encontro e que PT e PSB estarão juntos.

“Já tem uma decisão de apoio ao presidente Lula (…) O PSB estará com a gente, se não na federação, numa coligação. Mas vamos fazer um esforço para ter a federação, que dá mais nitidez ao campo político, é importante para o processo que estamos vivendo”, afirmou nesta terça-feira (17).


Para Siqueira, se o PT superar a sua “visão exclusivista” tudo caminhará bem para a união.

Os socialistas já apoiam as candidaturas do PT em cinco estados: Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

No caso da Bahia, em que o candidato do PT não aparece em primeiro lugar nas pesquisas, o PSB não cogita apoiar outro candidato, senão o petista Jacques Wagner.


Foi através do ex-governador de São Paulo, Márcio França, que se iniciaram as articulações políticas para que Geraldo Alckmin se apresentasse como uma opção forte para ser vice na chapa com Lula, independente de estar filiado ao PSB.

Respeito mútuo garante federação

O reestabelecimento de um clima de confiança mútua e de respeito à história de cada partido deverá ser destacado por Carlos Siqueira no encontro, com foco na necessidade de se estabelecer um debate programático com diálogo e confiança entre os partidos.


Além de ter abertura política para analisar candidaturas e plano de governo, uma vez que o PSB não vai abrir mão do foco na reforma política, reforma tributária, reforma agrária e no modelo de desenvolvimento do país, que deverá passar por um renascimento criativo da indústria, um pouco diferente de uma simples reindustrialização.

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