Fake news bolsonarista prejudica diretor de escola no DF

Atualizado: 20 de jan.


Estudantes fazem manifestação em favor do diretor. Foto: Redes sociais

Uma fake news disseminada pelo deputado federal Júlio César (Republicanos-DF) prejudicou a vida do diretor de uma escola pública de educação inclusiva no Paranoá, cidade do Distrito Federal, a cerca de 20 quilômetros de Brasília. Claudinei Batista dos Santos foi exonerado do cargo de diretor depois que as mentiras do parlamentar bolsonarista ganharam repercussão pelas redes sociais. A exoneração gerou revolta na comunidade escolar.


O parlamentar, representante da Igreja Universal do Reino de Deus, foi às redes sociais dizer que havia trabalhado para impedir a instalação de um suposto banheiro unissex na Escola Classe 01. Afirmou que havia cobrado a Secretaria de Educação do DF, para que tomasse mediadas como a exoneração do gestor da escola.


Porém, a direção afirma que o local foi reformado e adaptado para higienizar crianças especiais e dependentes, as quais não conseguem usar os sanitários sem a ajuda de um adulto.


“O que acontece é que a escola, além de atender essa faixa etária (4 – 5 anos), atende crianças da educação especial, tratando-se de uma escola inclusiva. Em razão das idades e dos perfis todas as crianças sempre vão acompanhadas de seus professores ou monitores ao banheiro. Tratando-se de um banheiro adaptado a crianças muito pequenas, que jamais vão lá sozinhas”, afirmou o docente.


Leia também: A maldosa fábrica de mentiras de Bia Kicis


A Secretaria de Educação confirmou ao portal Metrópoles a exoneração de Claudinei, o que gerou indignação em pais, professores e integrantes da comunidade escolar que se reuniram na escola para manifestar apoio ao professor.


A exoneração sumária foi determinada pela secretaria sem sequer ter ido à escola verificar a situação, afirma o professor, que escreveu uma carta pública para se defender.

O professor também recebeu o apoio dos deputados distritais Fábio Félix (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, e Leandro Grass (Rede).


“A exoneração do diretor da escola com base nas fake news é uma atitude desproporcional e injusta. O diretor precisou emitir até uma nota pública para se defender de uma polêmica vazia e baseada em intolerância e fundamentalismo religioso. Inacreditável!”, escreveu o parlamentar nas redes sociais. Leandro Grass classificou de “canalhice” o que foi feito com o professor.


Após toda a confusão, a Secretaria de Educação disse que não se manifestaria.


Com informações do Metrópoles

4 visualizações0 comentário