Em live, Siqueira defende ‘renascimento criativo da indústria’


(Imagem: Reprodução/PSB Nacional)

Por, PSB Nacional


No 7º debate da Autorreforma, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, destacou que o renascimento criativo da indústria brasileira é um tema fundamental para o desenvolvimento do país, sobretudo porque os socialistas não querem ver o declínio total desse setor, mas sim sua recuperação e ingresso na 4ª Revolução Industrial.

“Percebemos que a indústria brasileira vem em pleno declínio há mais de uma década. Nós lamentamos profundamente que a cada dia ela venha perdendo não só em serviços e em relação ao PIB, mas, sobretudo em competitividade. Nós não queremos que o nosso país entre numa decadência porque ele tem todas as condições potenciais não só de torná-la competitiva como também de fazer com que o nosso país entre na 4º Revolução Industrial, com uma verdadeira revolução tecnológica”, apontou.

Segundo Siqueira, o Brasil possui especificidades e potencialidades exclusivas que podem torná-lo plenamente desenvolvido no âmbito de novas tecnologias de ponta. “Por isso, propomos na nossa Autorreforma a Amazônia 4.0”, disse, que se trata de um projeto de desenvolvimento sustentável da região amazônica com base na criação de bioindústrias.

O presidente afirmou ainda que os socialistas querem criar riqueza e prosperidade com o renascimento criativo da indústria, mas também querem diminuir as desigualdades sociais e a concentração de riquezas. “Prosperidade com igualdade de oportunidades, com mudança profunda na qualidade do nosso ensino, sem o qual não conseguiremos nos desenvolver e chegar ao nível de outros países, e ao mesmo tempo identificarmos objetivamente o que estamos dizendo com cada ponto específico da nossa Autorreforma”. O encontro foi mediado por James Lewis.

Convidado desta edição, o doutor em Engenharia de Produções, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Fundação COPPETEC, Fernando Peregrino, afirmou que o Brasil está precocemente se desindustrializando.

“O Brasil já teve grande participação industrial no PIB, mas nos últimos anos corresponde apenas a 10,4% de participação na indústria de transformação. Enquanto a indústria acelera a curva de crescimento no mundo, o Brasil decai seus investimentos industriais”, apontou.

Segundo ele, a indústria é importante para um país porque cria novos bens e cadeias produtivas longas, oferece melhores salários, agrega maior valor aos bens, proporciona melhor desempenho da balança comercial, revoluciona e promove a produtividade e permite rendimentos crescentes.

Entretanto, Peregrino ressaltou que o que modifica a economia de um país é o conhecimento, sendo que 55% da riqueza do mundo vem dessa fonte, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“No Brasil, há baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento, a educação básica é ruim, há baixa ligação da universidade e sociedade, o investimento estrangeiro é sem contrapartida, e o Estado brasileiro é excessivamente burocrático”, criticou.

Desta forma, Peregrino defendeu os investimentos na “produção do saber”, nas universidades e na ciência e tecnologia. “A universidade corresponde a 95% da produção da ciência e o Brasil é o 12º lugar no mundo nesse aspecto”.

O engenheiro de produção destacou ainda a velocidade das evoluções tecnológicas que possibilitaram o desenvolvimento das vacinas contra o coronavírus no mundo. “A pesquisa e produção das vacinas contra a Covid-19, em um ano, é um fenômeno da ciência e da tecnologia”, disse.

Segundo o presidente do Instituto Pensar e coordenador do site Socialismo Criativo, Domingos Leonelli, a exposição feita por Peregrino coincide com todas as concepções do PSB que orientam os socialistas a tomarem a economia criativa, que é a economia do conhecimento, como eixo central do desenvolvimento do país.

“Essa compreensão de que o país não pode perder a 4ª onda da Revolução Industrial, de que não podemos voltar ao período da indústria pós-moderno, e a própria definição do socialismo criativo tem a ver com o que o senhor se referiu quanto à disrupção dos processos sociais e econômicos”, afirmou.
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