Economia Criativa: como a tecnologia mudou as profissões

Product management, UX design, dados, softwares e marketing digital. Essas são as cinco profissões do futuro que já dominam o mercado de tecnologia e são responsáveis por salários acima dos R$ 10 mil mensais, de acordo com pesquisa feita pela startup de educação Tera, em parceria com a empresa de tecnologia Mind Miners. E a chegada da internet 5G promete ampliar ainda mais esse leque.


O product management é quem planeja e coordena o processo de criação de um produto ou serviço e, de acordo com o levantamento, feito com base em análises do Fórum Econômico Mundial, aparece praticamente empatado com os melhores salários ao lado dos desenvolvedores de softwares. São eles que têm alcançado as remunerações acima dos R$ 10 mil.


O levantamento foi feito entre março e maio do ano passado e ouviu 2.233 profissionais dessas cinco profissões, que estão concentradas nas regiões Sudeste e Sul do país. Apenas são Paulo concentra 50,3% dessa mão de obra.


O UX design é quem elabora interfaces pensando na experiência dos usuários e aparece ao lado de marketing digital e dados com faixas salariais que variam de R$ 3,3 mil a R$ 6,6 mil.


“Essas carreiras estão sendo demandadas no mercado inteiro, desde indústria metalúrgica, automotiva, mineradora e siderúrgica até startups e fintechs, porque todas estão num processo de transformação digital”, afirmou ao jornal Leonardo Berto, gerente da Robert Half, consultoria especializada em recrutamento e seleção.


Aprimoramento constante é fundamental


Quem quiser investir nessas carreiras deve ter em mente que educação contínua é fundamental. A velocidade das mudanças tecnológicas exige que esses profissionais estejam sempre antenados se quiserem se manter no mercado.


“Um bom cientista de dados hoje pode não funcionar tão bem daqui a uns anos, então precisa se reciclar. É um grande desafio das carreiras do futuro: tudo tem prazo de validade curto, porque as ferramentas e o modo de desenvolver, extrair dados e criar o design evoluem”, afirmou ao jornal Wagner Sanchez, pró-reitor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap).


Mas, apesar desse mercado já ser uma realidade, faltam profissionais para atuar em tecnologia da informação. O que tem movimentado também a criação de cursos por diversas instituições de ensino para tentar suprir a demanda.


Caso do Insper, em São Paulo, que abriu a primeira turma de ciências da computação este ano. A instituição tradicionalmente voltada para negócios, observou que não é mais possível separar o mundo dos negócios tradicionais da tecnologia.


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“Se você ler as pesquisas sobre as profissões em alta para os próximos anos, temos trabalho com internet das coisas, machine learning, big data, todas as áreas da computação”, detalhou à Folha o coordenador do curso, Fábio de Miranda, coordenador do curso.


Socialistas defendem a economia criativa como eixo para o desenvolvimento


Para o PSB, a economia criativa deve ser um dos pilares para o desenvolvimento do socialismo moderno, que une um conjunto de ações e atividades relacionadas à cultura, tecnologia e criatividade que geram receita e impacto na economia.


Dentro do setor econômico, é possível dizer que está relacionada à produção, distribuição e criação de bens e serviços criativos.


Aliado a isso, as rápidas mudanças provocadas pelo desenvolvimento tecnológico coincidem com o esgotamento do modelo socioeconômico e político no Brasil. O que torna urgente a criação e implementação de um novo modelo de desenvolvimento para o país.

Em sua Autorreforma, aprovada no final de abril, o partido destaca a necessidade de aliar a tecnologia, os diferentes saberes, a cultura e a criatividade para o desenvolvimento sustentável do país.


“A nova economia baseia-se na abundância infinita do talento, da criatividade, da tecnologia e da cultura”, explicam os socialistas no documento da Autorreforma.

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