Cuba reúne 100 mil em ato pela defesa da Revolução


(Imagem: Presidência de Cuba)

O governo de Cuba estima que cerca de 100 mil pessoas participaram de uma manifestação em apoio a Revolução Cubana , neste sábado (17), em Havana, capital do país. Participaram do ato presidente Miguel Díaz-Canel e o ex-mandatário Raúl Castro. Atos similares também aconteceram em diversas outras cidades do pais.


Díaz-Canel discursou no início do evento e afirmou que a reunião não acontecia ali “por capricho”. Ele pediu o fim do que chamou de “mentiras, infâmias e ódio”. As informações são do Opera Mundi.


“Cuba é profundamente alérgica ao ódio, e nunca será terra de ódio. Não se constrói nada bom a partir do ódio. Experimentamos [o ódio] nestes dias nas redes sociais, que acompanharam esta campanha [de desestabilização] permanente”, disse.


“Uma mãe me contava ontem que sua filha adolescente perguntou se isso era Cuba, ao ver com lágrimas nos olhos as imagens dos atos de violência que alguns de seus amigos compartilharam no Facebook. Os donos destas redes, os donos de seus algoritmos, abriram caminho para o ódio sem o mínimo controle ético das portas de suas poderosas plataformas”, prosseguiu Díaz-Canel.

‘Infoxicação’ em Cuba

O presidente cubano voltou a acusar grupos dos EUA de envolvimento, nesta semana, nos episódios que considera serem de desestabilização.


“Aconteceu uma ‘infoxicação’ midiática financiada a partir da Flórida, nos EUA. Seu objetivo era incentivar distúrbios e instabilidade no país, aproveitando a crise da pandemia, o bloqueio recrudescido e as mais de 240 medidas impostas por Trump contra Cuba”, afirmou.


Segundo o presidente, a televisão cubana mostrou evidências disto que ele chamou de ‘infoxicação’. “Primeiro, convocaram-se os protestos. Depois, construiu-se o relato falso dos feitos para gerar reações emotivas, de solidariedade com os manifestantes e, logo, se desataram as ações vandálicas que ocorreram horas antes de nosso improvisado discurso na televisão, ao voltarmos de San Antonio de los Baños”, disse.


“A posteriori, todos os acontecimentos são apresentados desordenadamente, como se fossem fruto de nosso chamado legítimo aos revolucionários para defender a Revolução. Pretende-se contar a história ao revés. Não importa o que tenha dito, não contam os chamados à unidade, à paz e à solidariedade entre todos. A interpretação mal intencionada é que se convocou a uma guerra civil”, afirmou Díaz-Canel.


Com informações do Opera Mundi

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