Competição da USP incentiva soluções para mobilidade urbana


(Imagem: Socialismo Criativo)

A superlotação é um problema comum da mobilidade urbana do Brasil. No entanto, ela é apenas um dos desafios enfrentados pela população que depende deles para se locomover. Aumento da circulação de veículos individuais, pessoas que moram longe das estações e a falta de ciclovias são outros exemplos de pontos que poderiam ser debatidos na busca por estratégias que promovam um deslocamento mais eficiente e sustentável dentro do perímetro urbano.


Com o objetivo de contribuir para melhorar esse cenário, a SancaThon, maratona tecnológica realizada pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, convida interessados de todo o Brasil, maiores de 18 anos, a participarem da edição de 2021 do evento, que irá desafiar os participantes a criarem, em apenas 72 horas, novos produtos, serviços, modelos de negócio e tecnologias para a área.


A competição, que traz como tema: “Como podemos ajudar a desenvolver o transporte coletivo em pequenas e médias cidades, criando novas realidades para a mobilidade urbana a fim de ajudar a sociedade?”, acontecerá entre os dias 10 e 12 de setembro, e as inscrições podem ser feitas até às 18h da próxima sexta-feira (3), através do site da maratona. O evento é totalmente gratuito e, devido à pandemia de Covid-19, será realizado de forma remota. Não há limite de vagas.

Como participar?

Para participar, é preciso ter conhecimento em alguma das seguintes áreas: negócios, desenvolvimento tecnológico ou design/UI/UX. As inscrições são realizadas de forma individual, mas para a maratona será exigida a formação de um time que tenha entre três e seis integrantes, com pelo menos um participante de cada área citada. Os grupos poderão ser formados antecipadamente, mas não é uma regra, pois entre os dias 6 e 9 de setembro ocorrerá uma semana de encontros, feita pela plataforma Discord, onde quem ainda não tiver um time poderá conhecer novos colegas e formar sua equipe.


Nesta mesma semana, do dia 6 ao 8, os participantes também terão acesso a materiais e mentorias sobre negócios, programação, design, experiência do usuário, marketing e mobilidade urbana. O objetivo é introduzir aos participantes técnicas sobre as habilidades exigidas, bem como detalhes sobre o tema da competição e a dinâmica do mercado, tudo para facilitar o desenvolvimento de ideias que aliem tecnologia e empreendedorismo, levando em consideração os novos comportamentos do consumidor nos últimos anos.


Ao final do evento, as equipes deverão gravar um pitch de cinco minutos para apresentar a solução criada à banca avaliadora. Os projetos serão julgados com base em cinco critérios: apresentação; diferencial tecnológico e criatividade; aplicabilidade; negócio; e continuidade.


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As melhores equipes serão contempladas com prêmios de R$ 2.500, para o primeiro lugar, R$ 1.000, para o segundo, e R$ 500, para o terceiro. Os times também poderão ser indicados a bancos de talentos dos parceiros da competição, além de concorrerem a premiações futuras.


“Todos os alunos da universidade já sabem que, apesar de importante, participar somente das aulas não é suficiente para aproveitar ao máximo a faculdade. A SancaThon é uma excelente oportunidade para colocar em prática alguns conhecimentos já vistos e aprender tantos outros. Além disso, a competição é super diversa. Aos que querem aprofundar seus conhecimentos em mobilidade urbana, terão um espaço gigante. Aos que querem colocar em prática suas habilidades em design, programação e negócios, terão seu espaço também. O networking e os prêmios do evento são motivos para encher os olhos de qualquer pessoa”, afirma o estudante de Engenharia Elétrica da EESC, Lucas Toschi de Oliveira, um dos organizadores do evento.


O evento é realizado em conjunto pelo Centro Avançado EESC de Apoio à Inovação (EESCIn), pelo Núcleo de Empreendedorismo da USP São Carlos (NEU-SC), pela Semana da Integração da Engenharia Elétrica (SIEEL) e pela Semana da Engenharia Ambiental (SEA).

SancaThon e os desafios da mobilidade urbana

A SancaThon foi criada em 2018 com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de ideias tecnológicas e novos modelos de negócio para solucionar problemas sociais. O objetivo é fomentar o empreendedorismo universitário, fazendo com que os estudantes tenham contato com novas ferramentas e possam colocar em prática o que aprendem em sala de aula.


Em 2018, a proposta foi desafiar os participantes a criarem alternativas para problemas presentes no dia a dia dos habitantes de São Carlos. Já em 2019, a competição buscou soluções para modernizar a agricultura no Brasil. Nesses dois anos, os encontros foram realizados de forma presencial, mas em 2020 a maratona precisou se adaptar frente à pandemia do novo coronavírus. O lado positivo foi que, com o formato online, o evento alcançou quase 500 participantes, de 127 cidades de 22 estados do Brasil, além de competidores de outros países, como Itália, Argentina e Portugal.


No ano passado, a maratona desafiou os participantes a pensarem em soluções para ajudar bares e restaurantes, um dos setores mais impactados pela necessidade de isolamento social. Quem levou o terceiro lugar foi a equipe Hort-e, com a criação de um aplicativo que permite a compra coletiva de insumos entre restaurantes e produtores hortifrutigranjeiros. A ideia do grupo foi minimizar custos de logística e perdas de produção, garantindo que os alimentos cheguem com mais qualidade e de forma mais rápida ao destino final.


Rafael Montanhez, gestor comercial e integrante da equipe na época, conta como a maratona ajudou o time a alçar voos maiores após o evento. segundo ele, a SancaThon foi um verdadeiro berço para a Hort-e. A equipe se conheceu durante o evento e, com o apoio dos mentores, idealizamos uma solução inovadora que é a conexão entre pequenos produtores rurais e empreendedores de alimentação através de compras coletivas.

“A conquista do terceiro lugar nos deu uma visibilidade incrível, permitindo realizar o sonho de fundar uma startup que ajuda, de verdade, a fomentar o comércio local e a transformar setores tão carentes em recursos. Hoje, pouco mais de um ano após o evento, já passamos por um processo de aceleração e estamos para lançar no mercado, agora em setembro, a versão definitiva da plataforma. Nada disso aconteceria se não fosse a participação na SancaThon, um prato cheio para quem tem apetite por inovação.” Rafael Montanhez

Autorreforma e mobilidade urbana

Em sua proposta de Autorreforma do programa partidário, o PSB destaca a importância do investimento em tecnologia para a melhora do transporte público brasileiro.

“O direito à mobilidade urbana constitui outro desafio prioritário, na agenda das políticas públicas. O PSB entende que os espaços das vias públicas devem ser destinados com ênfase para o transporte público. Defende a inversão de prioridade quanto aos usos de tráfego.” Autorreforma PSB

O PSB entende como de fundamental importância conceber estratégias consistentes na definição das políticas relacionadas à execução dos serviços de mobilidade urbana nos territórios das Regiões Metropolitanas brasileiras. Os limites dos municípios não podem e não devem ser os limites para o planejamento, a construção da infraestrutura e prestação dos serviços. É preciso conceber instituições que tenham capacidade de gestão, a participação obrigatória do Estado e de todos os municípios que integram a Região Metropolitana.


Segundo os socialistas, uma cidade criativa também inova na mobilidade urbana combinando transportes públicos coletivos e individuais e transformando estações de transbordo em áreas de atividade econômica.


Com informações da Cidade On e Estadão

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