BC: inflação vai estourar novamente a meta

A estimativa de inflação aumentou. De acordo com o Banco Central (BC), o percentual passou de 4,7% para 7,1%. A estimativa é calculada tomando por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Alta dos combustíveis deve impactar ainda mais nos preços já altos pagos pela população.


Os conflitos entre Rússia e Ucrânia aliado aos eventos climáticos extremos também empurram os índices para cima.


É o segundo ano consecutivo que a meta de 3,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) deve ser estourada. Embora seja considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%, nem o cenário mais otimista deve ser capaz de conter a alta dos preços. Nas melhores projeções, a estimativa da inflação bate em 6,3%.


É o que consta no relatório de inflação divulgado do primeiro trimestre de 2022, divulgado pelo BC, e resulta da trajetória estimada pelo mercado financeiro para taxas de juros e câmbio para este ano e 2023.


O anúncio foi feito após o alto reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras no início de março.


Leia também: Inflação: brasileiro vai pagar ainda mais caro na cesta básica


A Selic, taxa básica de juros, sofreu nove altas seguidas e, atualmente, está em 11,75%. O índice é o maior m cinco anos.


O Banco Central atribui a alta aos preços das commodities, que voltaram a subir em 2022, especialmente, por conta do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Guerra e eventos climáticos extremos impactam inflação

“A principal pressão sobre a inflação ao consumidor no próximo trimestre decorre dos preços de combustíveis, refletindo a recente elevação do preço de petróleo. Os reajustes dos preços de produtos farmacêuticos, que sofrem grande influência da inflação passada, também devem ter importante contribuição”, informou o BC.


Porém, os eventos climáticos extremos também contribuem para alta e devem continuar a subir os preços dos alimentos.


Com informações do g1

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