Banco Central: Greve ameaça economia criativa

A greve dos servidores do Banco Central pode ter impactos negativos diretos para pequenos empreendedores e para quem atua com a economia criativa. Os trabalhadores decidiram parar a partir esta sexta-feira (1º).


O risco se dá porque as operações são coordenadas pela instituição e o serviço de pagamentos Pix, amplamente utilizado por esse público, não é considerado serviço essencial à população.


O que o deixa de fora dos serviços que devem ser mantidos em casos de greve.

O alerta foi feito pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal).

Os servidores fazem pressão por reajustes e reestruturação de carreiras. Paralisações diárias, com adoção de operação padrão, têm sido recorrentes.


Sem dizer quais medidas pretende adotar, o Banco Central afirmou que tem planos de contingência para manter sistemas essenciais em funcionamento.


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Alcance do Pix

Para se ter uma ideia de como o Pix ganhou destaque no cotidiano da população e dos empreendedores do país, no último dia 4 de março foi registrado recorde de 58.531.277 operações realizadas apenas naquele dia.


Em fevereiro, foram 1,1 bilhão de transações, mês em que o país contabilizava 408,6 milhões de chaves ativas.


Número que ficou abaixo apenas de dezembro de 2021, com 1,4 bilhão de transações e janeiro deste ano, com 1,3 bilhão de transferências em tempo real.


Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Fernando Antônio de Barros Júnior, os números se justificam por três características.


“Uma é a facilidade, outra é a agilidade pela qual essas transferências podem ser concretizadas e por último o custo da transação, que para o usuário é zero”, afirmou ao Jornal da USP.

Economia criativa e Autorreforma

A possibilidade de realizações de operações financeiras via Pix faz parte dos mecanismos que influem positivamente no desenvolvimento da economia criativa pelas facilidades que oferece aos usuários.


Utiliza a inovação para tornar o Pix um serviço financeiro acessível à população, especialmente, pequenos empreendedores, no mesmo sentido do que defende o PSB em seu processo de Autorreforma, que está em curso no partido e que será votada durante o Congresso Nacional da legenda, que ocorre entre os dias 28 e 30 de abril.


“A nova economia baseia-se na abundância infinita do talento, da criatividade, da tecnologia e da cultura”, explicam os socialistas no documento da Autorreforma.

O conceito de economia criativa leva em conta que a “formação de capital não é mais determinada pelos meios de investimentos em capital fixo, mas predominantemente por valores gerados pela inovação e criatividade, representados por softwares, design, logística, marca e capital intelectual.”


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Isso quer dizer que a economia criativa alia os diversos saberes em prol do desenvolvimento. O que torna essenciais “investimentos pesados em ciência, tecnologia e inovação, fatores essenciais da economia criativa”.

Inovação é inerente à economia criativa

Como valor inerente à economia criativa, a inovação aproveita conhecimentos e experiências existentes como forma de induzir mudanças para melhor no cotidiano da população.


Por isso, os socialistas defendem a necessidade de que a economia criativa seja um dos eixos de um plano nacional de desenvolvimento do país.


Exemplos práticos desse eixo podem ser encontrados do setor de turismo às pesquisas científicas que podem ajudar a explorar de forma sustentável produtos da floresta Amazônica, que traz benefícios tanto para populações locais como para o desenvolvimento de todo o país.


“A economia criativa não é apenas mais um ramo da economia, que reúne uma série de atividades altamente produtivas, mas, sim, uma estratégia de desenvolvimento, que pode possibilitar ao Brasil uma inserção soberana na economia globalizada e nas novas cadeias de valor do mundo moderno”, ressalta o PSB na Autorreforma.


O que ficou ainda mais evidente com as soluções encontradas durante o isolamento social nos períodos mais duros da pandemia da covid-19.


“As tecnologias relacionadas à saúde, às pesquisas em ciência, aos big datas, aos sistemas de pagamento e transferências financeiras e as alternativas sociais e econômicas, desde as pequenas indústrias de alimentos e serviços pessoais, até o artesanato, todas ligadas à Economia Criativa, também foram reconhecidas como essenciais”, afirma o documento.


Com informações do Uol e Olhar Digital

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