Alckmin e o PSB

O ex-governador Geraldo Alckmin está sendo muito bem recebido no PSB, mesmo considerando a existência de varias correntes de pensamento no partido. Há uma certa unanimidade quanto ao caráter tático eleitoral de sua vinda para certamente compor a chapa presidencial do ex-presidente Lula.


Alckmin escolheu o PSB entre outras boas ofertas partidárias . Certamente pesou na sua decisão o fato de ter sido do PSB a ideia de sua candidatura a vice presidente de Lula. E quem deu a ideia foi exatamente Marcio França, antigo amigo de Alckmin desde os tempos do saudoso Mario Covas e que como vice governador de São Paulo deixou clara sua competência e lealdade. No PSB, ele tem também velhos colegas constituintes de 88, como eu, Hermes Zanetti e Lídice da Mata, que testemunharam seu voto em favor de quase todas as matérias de interesse dos trabalhadores, conforme atesta o DIAP que o classificou á época como um deputado de centro-esquerda.


A vida e a politica o conduziram ao seu antigo partido, o PSDB mais para o centro do que para a esquerda. Democrata cristão e social-democrata , por certo não se transformará num socialista histórico ou radical. Nem precisa. Ele é um respeitável democrata que cumprirá a tarefa de dar amplitude política à candidatura mais capaz de derrotar a ameaça autoritária e facistóide de Jair Bolsonaro que é a candidatura de Lula.


Para nossa honra, Geraldo Alckmin escolheu para cumprir essa tarefa o Partido Socialista Brasileiro, um partido que ao longo de mais de setenta anos vem reafirmando sua linha histórica de esquerda democrática. Um partido que há mais de setenta anos reafirma o binômio do seus fundadores: socialismo e democracia. Um partido que está tendo a coragem de realizar sua autorreforma para atualizar seu programa dando maior concretude aos seus princípios fundadores .


Concretizando, também, sua contribuição a um projeto nacional de desenvolvimento sustentável contrário ao neoliberalismo que nos transformou em paraíso para os banqueiros e o capital financeiro e inferno de desigualdade social.


As teses da autorreforma, quando aprovadas em abril , transformar-se-ão no novo programa que deverá guiar ação dos socialistas nos próximos anos. Nem o PSB, nem o ex-governador Geraldo Alckmin precisarão se desviar de sua convicções mais profundas para cumprimos juntos a tarefa de derrotar o fascismo destrutivo da natureza e da vida, representado pelo governo de Jair Bolsonaro.


Por Domingos Leonelli, ex-deputado federal e coordenador do site Socialismo Criativo

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